Jair Bolsonaro mexe na máscara: medida de prevenção ao coronavírus, a proteção foi deixada de lado pelo presidente em diferentes ocasiões. Postura negacionista dele será debatida na CPI Foto: Pablo Jacob / 18-03-2020 Newsletters

Jair Bolsonaro mexe na máscara: medida de prevenção ao coronavírus, a proteção foi deixada de lado pelo presidente em diferentes ocasiões. Postura negacionista dele será debatida na CPI Foto: Pablo Jacob / 18-03-2020
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Além de Pazuello, oposição quer convocar também Ernesto Araújo, que pode ter prejudicado negociações

BRASÍLIA — Senadores oposicionistas e independentes da CPI da Pandemia, maioria no colegiado, definiram como estratégia de atuação questionar falhas na aquisição de vacinas pelo governo federal e na aposta em medicamentos sem comprovação científica, como a cloroquina. Parlamentares governistas, por sua vez, querem destacar os repasses feitos a estados e municípios e possíveis desvios na aplicação desses recursos, tendo como um dos alvos o Consórcio do Nordeste.

Além dos ex-ministros da Saúde do governo Bolsonaro, em especial o general Eduardo Pazuello, um dos principais focos da oposição é convocar o ex-chanceler Ernesto Araújo, apontado como um ator que pode ter prejudicado a atuação do Brasil na aquisição de imunizantes no exterior por sua postura em relação a países como a China. E que só perdeu o cargo após pressão do Senado.

Segundo relatos feitos ao GLOBO, outra questão que será abordada é tentar provar que o governo, mais do que ter estimulado comportamentos contrários à prevenção da doença, agiu deliberadamente contra entes federativos e instituições na contenção da pandemia. O intuito é argumentar que a gestão Bolsonaro teria apostado na tese da imunidade de rebanho para agir.

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Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.

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